O Brasil no topo do ranking global de investimentos
O mais recente relatório da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) colocou o Brasil na quinta posição entre os principais destinos de investimento estrangeiro direto (IED) do mundo. O dado, divulgado pela ONU Brasil, reforça a percepção de que o país segue atraente para capitais internacionais, mesmo em um cenário econômico desafiador.
Mas o que esse número significa na prática para o empresário brasileiro? Mais do que um selo de confiança, o ranking evidencia uma janela de oportunidades para empresas que buscam capital para expansão, reestruturação ou projetos de longo prazo. No entanto, o acesso a esses recursos ainda é concentrado e exige preparação.
“O Brasil é um dos poucos países que combinam mercado interno robusto, recursos naturais estratégicos e posição geográfica privilegiada. O capital global reconhece isso, mas a contrapartida é que o empresário precisa estar à altura das exigências internacionais.”
Por que o Brasil atrai tanto capital estrangeiro?
Diversos fatores explicam a posição de destaque do Brasil no relatório da UNCTAD. Entre eles, destacam-se:
- Mercado consumidor de grande escala: com mais de 200 milhões de habitantes, o país oferece demanda interna significativa para diversos setores.
- Recursos naturais abundantes: commodities agrícolas, minerais e energéticas continuam a atrair investidores em busca de segurança de suprimento.
- Posição estratégica: o território brasileiro serve como porta de entrada para a América Latina e conexão com mercados globais.
- Setores em transformação: energia renovável, infraestrutura, tecnologia e agronegócio têm recebido aportes crescentes.
Além disso, reformas econômicas e a expectativa de queda da taxa de juros têm melhorado o ambiente de negócios, ainda que persistentes desafios regulatórios e tributários exijam atenção.
O que o ranking não revela: a concentração do capital
Apesar do volume recorde de investimento estrangeiro, a distribuição desses recursos pelo tecido empresarial brasileiro é desigual. Grandes multinacionais e companhias com acesso ao mercado de capitais captam a maior parte. Empresas do middle market — com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 1 bilhão — muitas vezes ficam à margem.
Isso ocorre por barreiras como:
- Falta de governança corporativa estruturada;
- Ausência de demonstrações financeiras auditadas;
- Desconhecimento dos instrumentos de captação internacional;
- Dificuldade em apresentar projetos com retorno claro e mitigação de riscos.
O resultado é que, embora o país atraia capital, boa parte das empresas brasileiras não consegue acessá-lo. É aí que entra a importância de uma estruturação adequada.
Como acessar o capital internacional na prática
Para o empresário do middle market que deseja captar recursos no exterior, o caminho exige método. Não se trata apenas de ter um bom projeto, mas de apresentá-lo no formato que fundos e bancos internacionais esperam.
1. Diagnóstico e preparação
O primeiro passo é avaliar a saúde financeira da empresa, sua governança e a viabilidade do projeto. Ferramentas como due diligence interna e revisão de demonstrações contábeis são indispensáveis.
2. Escolha do instrumento adequado
Há diversas modalidades de capital internacional: dívida bancária, emissão de títulos, private equity, venture capital, financiamento de projetos (project finance) e linhas de organismos multilaterais. Cada uma tem requisitos e públicos distintos.
3. Conexão com fundos e bancos estrangeiros
O acesso a esses players normalmente ocorre por meio de assessorias especializadas, que conhecem o apetite de cada instituição e podem fazer a ponte com o mercado certo.
4. Estruturação da operação
Isso envolve desde a modelagem financeira até a negociação de garantias, prazos e custos. A operação precisa ser desenhada para minimizar riscos cambiais e tributários.
O papel da Fortis Business Capital
Com atuação focada no middle market brasileiro, a Fortis Business Capital já estruturou mais de US$ 900 milhões em operações internacionais. A empresa conecta companhias nacionais a fundos e bancos nos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e União Europeia, oferecendo desde o diagnóstico inicial até a execução da captação.
“Nosso trabalho é traduzir o potencial da empresa brasileira para a linguagem do investidor global. Muitas vezes, o negócio é sólido, mas falta o alinhamento com as exigências do mercado internacional”, explica Evilásio Júnior, fundador da Fortis.
Com sede na Avenida Faria Lima, em São Paulo, a Fortis se posiciona como uma ponte entre o empresário que precisa de capital e o investidor que busca oportunidades com retorno consistente.
O que esperar para os próximos anos
A tendência é que o Brasil continue a atrair investimentos, especialmente em setores ligados à transição energética, infraestrutura e agronegócio. O relatório da UNCTAD sinaliza que a confiança do capital estrangeiro permanece, mas o país precisa melhorar o ambiente de negócios para que os benefícios se espalhem.
Para as empresas do middle market, a mensagem é clara: há capital disponível, mas é preciso estar preparado para acessá-lo. Isso significa investir em governança, transparência e planejamento estratégico.
“O capital internacional não é para qualquer um, mas também não é um clube fechado. Empresas bem estruturadas, com projetos claros e gestão profissional, têm espaço garantido.”
Conclusão: oportunidade e desafio
O quinto lugar no ranking da UNCTAD é motivo de orgulho, mas também um chamado à ação. O empresário brasileiro que deseja captar recursos no exterior precisa encarar essa jornada com seriedade e assessoria adequada. O diagnóstico gratuito oferecido pela Fortis Business Capital pode ser o primeiro passo para entender se sua empresa está pronta para o mercado internacional. Afinal, o capital está lá fora — e o Brasil é um destino cada vez mais desejado.
