Por que as empresas brasileiras estão correndo para captar em dólares
O cenário eleitoral brasileiro tem sido um dos principais fatores de volatilidade para o mercado de capitais. A cada ciclo eleitoral, empresas de médio e grande porte se veem diante de um ambiente de incerteza que afeta diretamente o custo do crédito, o câmbio e a confiança dos investidores. Diante disso, muitas têm optado por antecipar suas captações em dólares no exterior, buscando proteger suas operações e garantir recursos para projetos estratégicos.
Segundo reportagem do O GLOBO, a procura por captações internacionais disparou nos últimos meses. O movimento não é novo, mas ganhou força com a proximidade das eleições e a perspectiva de oscilações mais acentuadas no mercado doméstico. A lógica é simples: ao captar em moeda forte fora do Brasil, a empresa reduz a exposição à volatilidade local e consegue melhores condições de prazo e taxa.
O que está por trás dessa corrida
A turbulência eleitoral gera três efeitos principais sobre as empresas:
- Aumento do custo do crédito doméstico: com a incerteza, bancos e investidores locais elevam prêmios de risco, encarecendo o financiamento em reais.
- Desvalorização cambial: a instabilidade política tende a pressionar o real, o que encarece dívidas em moeda estrangeira, mas também torna as exportações mais competitivas.
- Retração de investimentos: projetos de expansão acabam adiados, e as empresas que conseguem captar no exterior mantêm seus planos em andamento.
Nesse contexto, a captação em dólar no exterior surge como uma alternativa para manter a previsibilidade financeira. Além disso, a diversificação de fontes de recursos reduz a dependência do mercado bancário nacional, que costuma ser mais sensível a crises políticas.
Quem são os protagonistas dessa movimentação
As empresas que mais têm buscado o mercado internacional são aquelas com receita anual entre US$ 30 milhões e US$ 500 milhões, típicas do middle market. Muitas já possuem operações de exportação ou recebíveis em moeda estrangeira, o que facilita a estruturação de garantias. Outras, mesmo sem receita em dólar, encontram nos fundos internacionais e bancos estrangeiros uma porta para capital de longo prazo.
Setores como agronegócio, infraestrutura, tecnologia, saúde e energia lideram a procura. São áreas que demandam investimentos pesados e têm capacidade de gerar fluxo de caixa em moeda forte, seja por exportação ou por contratos indexados.
O papel dos fundos e bancos internacionais
Fundos de private equity, family offices, bancos de investimento e até agências de crédito à exportação (ECAs) têm aumentado sua participação no financiamento de empresas brasileiras. Eles enxergam no Brasil oportunidades de retorno elevado, especialmente quando o risco político já está precificado. A contrapartida é a exigência de estruturas robustas de governança e garantias.
Como funciona uma captação internacional
O processo de captação em dólar no exterior não é simples, mas é factível para empresas bem preparadas. Envolve etapas como:
- Diagnóstico de elegibilidade: análise de balanço, histórico de crédito, governança e capacidade de geração de caixa.
- Estruturação da operação: definição de garantias (recebíveis, imóveis, participações societárias), prazos e moedas.
- Due diligence: auditoria detalhada por parte dos financiadores estrangeiros.
- Negociação e fechamento: alinhamento de termos, documentação legal e desembolso.
O prazo médio para concluir uma operação desse tipo varia de três a seis meses, dependendo da complexidade e da documentação apresentada. A taxa de juros costuma ser significativamente menor que a praticada no Brasil, especialmente para prazos mais longos.
Principais desafios
Apesar do apelo, captar no exterior exige preparação. Muitas empresas brasileiras ainda carecem de demonstrações financeiras auditadas, governança corporativa sólida e transparência na gestão. Além disso, a burocracia e a diferença cultural podem ser obstáculos. Por isso, contar com um parceiro especializado é fundamental para navegar com segurança.
“A captação internacional não é para qualquer empresa. É para aquelas que enxergam o capital como ferramenta de crescimento sustentável e estão dispostas a se adequar aos padrões globais de governança e transparência.”
Vantagens de captar em dólar no exterior
Além de driblar a turbulência eleitoral, a captação em moeda estrangeira oferece vantagens competitivas duradouras:
- Custo menor: taxas de juros em dólar ou euro são historicamente inferiores às brasileiras.
- Prazos mais longos: financiamentos de 5 a 10 anos são comuns, permitindo melhor planejamento.
- Diversificação de fontes: reduz a dependência de bancos nacionais e amplia o leque de parceiros.
- Visibilidade internacional: abre portas para futuras rodadas de investimento e parcerias globais.
- Proteção cambial: para empresas com receita em dólar, a captação na mesma moeda elimina o risco de descasamento.
O que é necessário para acessar esse mercado
Para captar recursos no exterior, a empresa precisa atender a uma série de requisitos. Os principais são:
- Faturamento mínimo: geralmente a partir de US$ 3 milhões anuais, embora operações maiores sejam mais comuns.
- Demonstrações financeiras auditadas: por auditorias reconhecidas internacionalmente.
- Governança corporativa: conselho de administração ativo, políticas claras e compliance.
- Garantias reais: ativos que possam ser dados em garantia, como imóveis, recebíveis ou participações.
- Plano de negócios consistente: que justifique o investimento e mostre capacidade de retorno.
Além disso, é preciso ter um parceiro local que conheça as exigências dos financiadores estrangeiros e saiba estruturar a operação de forma competitiva.
O papel da Fortis Business Capital
A Fortis Business Capital atua exatamente nessa ponte entre empresas brasileiras e fundos internacionais. Com mais de US$ 900 milhões já estruturados, a empresa conecta o middle market brasileiro a fontes de capital nos EUA, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. O trabalho envolve desde o diagnóstico inicial até a negociação final, garantindo que a empresa esteja preparada para os padrões exigidos pelos investidores globais.
“Nosso papel é traduzir o potencial da empresa brasileira para o idioma que o investidor estrangeiro entende: números sólidos, governança e garantias”, explica Evilásio Júnior, fundador da Fortis.
O futuro da captação internacional no Brasil
Mesmo após o período eleitoral, a tendência é que a captação internacional continue crescendo. A globalização dos negócios e a busca por eficiência de capital tornam o mercado externo cada vez mais atraente. Empresas que se prepararem agora terão vantagem competitiva nos próximos anos.
Além disso, a diversificação de moedas e fontes de recursos é uma estratégia de resiliência. Em um mundo cada vez mais interconectado, depender exclusivamente do mercado doméstico é um risco que muitas empresas não podem mais correr.
Diagnóstico gratuito: o primeiro passo
Se sua empresa fatura acima de US$ 3 milhões e busca alternativas para captar em dólar, o diagnóstico gratuito da Fortis Business Capital pode ser o início desse caminho. Em uma conversa inicial, é possível entender o perfil da operação, as garantias disponíveis e as melhores fontes de financiamento no exterior.
Não espere a turbulência passar. Prepare-se para acessar o capital que vai impulsionar seu crescimento, independentemente do cenário político.
