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Crédito empresarial: o que todo gestor precisa saber

Evento do SINFAC em Fortaleza discute o mercado de crédito para empresas e acende alerta sobre a necessidade de ir além do básico.

Por Fortis Business Capital · 20 de outubro de 2026 · 5 min de leitura
Crédito empresarial: o que todo gestor precisa saber
Foto: NIR HIMI via Unsplash

Crédito empresarial em pauta: o que o evento do SINFAC revela

O SINFAC (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil) promove em Fortaleza um evento para discutir o mercado de crédito empresarial. A iniciativa é louvável e chega em boa hora: nunca se falou tanto em acesso a capital no Brasil. Mas, por trás dos painéis e debates, surge uma questão que todo empresário do middle market deveria se fazer: o crédito local é suficiente para o crescimento da minha empresa?

A resposta, infelizmente, costuma ser não. E é justamente aí que mora o perigo. Muitos gestores passam anos tentando equacionar as finanças com linhas de crédito nacionais, sem perceber que o problema não é a gestão, mas o instrumento. O mercado brasileiro de crédito tem avançado, é verdade, mas ainda impõe barreiras que sufocam empresas saudáveis.

“O crédito nacional resolve o curto prazo, mas raramente viabiliza o salto que o middle market precisa dar.”

As limitações do crédito doméstico

Antes de apontar soluções, é preciso reconhecer o cenário. O crédito empresarial no Brasil evoluiu nos últimos anos, com novas fintechs e instrumentos de dívida. No entanto, alguns gargalos persistem:

Custo elevado

As taxas de juros para empresas de médio porte ainda são altas, mesmo com a queda da Selic. O spread bancário brasileiro está entre os maiores do mundo. Para operações de longo prazo, o custo pode inviabilizar projetos de expansão.

Prazos curtos

A maioria das linhas de crédito oferece prazos de 12 a 36 meses. Empresas que precisam financiar máquinas, expansão de fábrica ou capital de giro estrutural encontram dificuldade para alongar o perfil da dívida.

Exigência de garantias

Os bancos brasileiros costumam exigir garantias reais robustas, muitas vezes superiores ao valor do empréstimo. Isso limita a capacidade de alavancagem e imobiliza ativos que poderiam ser usados na operação.

Burocracia e análise restritiva

O processo de aprovação é moroso e baseado em critérios que nem sempre refletem a real capacidade de geração de caixa da empresa. Empresas com bons fundamentos, mas com histórico de crédito curto, acabam penalizadas.

Esses fatores explicam por que tantas empresas promissoras estacionam. Elas até conseguem crédito, mas em condições que não permitem planejamento de longo prazo.

O que o evento do SINFAC pode nos ensinar

A discussão promovida pelo SINFAC é importante porque traz o tema para a mesa. Ao reunir especialistas e empresários, o evento ajuda a disseminar conhecimento e a desmistificar o acesso ao crédito. Mas é fundamental que os participantes não se limitem a ouvir sobre o que já conhecem.

O mercado de crédito empresarial é dinâmico e globalizado. Enquanto no Brasil ainda se discute como melhorar as linhas nacionais, empresas ao redor do mundo acessam capital com prazos mais longos, custos menores e menos burocracia. O empresário brasileiro precisa olhar para fora.

“Participar de eventos como o do SINFAC é o primeiro passo. O segundo é entender que existe um mundo de oportunidades além das fronteiras nacionais.”

O que é o middle market e por que ele sofre

O middle market é composto por empresas com faturamento anual entre R$ 10 milhões e R$ 500 milhões. São negócios que já superaram a fase inicial, mas ainda não têm o porte das grandes corporações. No Brasil, esse segmento responde por parcela significativa do PIB e do emprego, mas enfrenta dificuldades específicas quando o assunto é financiamento.

De um lado, os bancos comerciais tradicionais veem essas empresas como risco moderado e cobram caro por isso. De outro, o mercado de capitais (debêntures, IPO) ainda é restrito a companhias de grande porte. O resultado é um vazio de financiamento que poucos instrumentos conseguem preencher.

É nesse contexto que o capital internacional se apresenta como alternativa viável. Fundos e bancos estrangeiros, acostumados a operar com empresas de médio porte em seus países, encontram no Brasil oportunidades interessantes – desde que a operação seja bem estruturada.

O capital internacional como próximo passo natural

Muitos empresários ainda veem o crédito externo como algo distante, reservado a multinacionais. Essa percepção está ultrapassada. Nos últimos anos, a Fortis Business Capital, por exemplo, já estruturou mais de US$ 900 milhões em operações para empresas brasileiras, conectando-as a fundos e bancos nos EUA, Emirados Árabes Unidos e União Europeia.

As vantagens são claras:

Prazos mais longos

Operações internacionais podem ter prazos de 5 a 10 anos, permitindo planejamento estratégico de longo prazo.

Custos competitivos

Mesmo com a variação cambial, o custo efetivo muitas vezes é menor que o do crédito doméstico, especialmente para prazos maiores.

Flexibilidade de garantias

Cada operação é estruturada de forma personalizada, considerando o fluxo de caixa e os ativos da empresa.

Acesso a valores maiores

Operações de US$ 3 milhões a US$ 300 milhões, com possibilidade de desembolsos parcelados conforme a necessidade do projeto.

Além disso, o capital internacional não exige que a empresa tenha operação no exterior. A estruturação é feita por meio de veículos específicos, respeitando a legislação brasileira e as melhores práticas de compliance.

Como se preparar para dar esse salto

Se você é um empresário do middle market e sente que o crédito local já não atende, comece a se preparar. O primeiro passo é organizar as informações financeiras: demonstrações contábeis auditadas, projeções de fluxo de caixa, plano de negócios consistente. O mercado internacional valoriza a transparência e a governança.

O segundo passo é buscar conhecimento. Eventos como o do SINFAC são úteis para entender o básico, mas é preciso ir além. Converse com especialistas em estruturação de capital internacional, participe de workshops, leia sobre o assunto.

Por fim, esteja aberto a novas possibilidades. O crédito nacional tem seu papel, mas não precisa ser o único. Assim como a empresa cresceu e passou de micro para pequena, e de pequena para média, chegou a hora de diversificar as fontes de financiamento e acessar o mercado global.

“O empresário que domina as opções de crédito – dentro e fora do país – tem mais chances de escolher a melhor rota para o crescimento.”

O evento do SINFAC em Fortaleza é um lembrete de que o debate sobre crédito está vivo. Aproveite para participar, aprender e, acima de tudo, questionar se as soluções apresentadas são suficientes para a sua empresa. Se não forem, saiba que existe um caminho além. E ele pode ser mais acessível do que você imagina.

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