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Juros Altos e Inadimplência: O Peso da Política Fiscal

Sob o governo Lula, a política fiscal ganha centralidade em um cenário de juros elevados e inadimplência empresarial crescente. Entenda o que isso significa para o crédito da sua empresa.

Por Fortis Business Capital · 27 de setembro de 2026 · 5 min de leitura
Juros Altos e Inadimplência: O Peso da Política Fiscal
Foto: Andres Garcia via Unsplash

O cenário que ninguém quer enfrentar

Se você é empresário no Brasil, provavelmente já sentiu no caixa o efeito combinado de juros altos e inadimplência. A notícia recente do Times Brasil | CNBC reforça: sob o governo Lula, a política fiscal ganhou peso no cenário de juros elevados e inadimplência empresarial. Mas o que isso significa na prática para quem precisa de crédito para crescer?

Vamos por partes. A política fiscal é o conjunto de decisões do governo sobre gastos e arrecadação. Quando ela está expansionista, o governo gasta mais ou arrecada menos, pressionando a inflação. Para conter a inflação, o Banco Central eleva a taxa básica de juros, a Selic. Juros mais altos encarecem o crédito para todos: empresas e famílias.

O resultado? Empresas que dependem de capital de giro ou investimento acabam postergando projetos, demitindo ou, em casos mais graves, fechando as portas. A inadimplência sobe, os bancos ficam mais seletivos, e o crédito fica ainda mais caro e escasso. É um ciclo perverso.

“O empresário brasileiro não precisa apenas de juros menores. Ele precisa de acesso a capital em condições que o mercado local não oferece.”

Por que a política fiscal importa tanto para o seu crédito

Muita gente acha que política fiscal é assunto de Brasília, distante do dia a dia da empresa. Mas não é. Quando o governo aumenta gastos sem contrapartida de receita, a dívida pública cresce. Para financiar essa dívida, o Tesouro precisa oferecer juros mais altos aos investidores. Isso compete diretamente com o crédito privado: os bancos preferem emprestar ao governo, que é risco baixo, do que à sua empresa, que é risco maior.

Além disso, a incerteza fiscal afeta o humor dos investidores. Com menos investimento, a economia desacelera, o consumo cai e a inadimplência aumenta. Você sente isso no aperto de caixa, nos clientes que atrasam pagamentos, nos fornecedores que exigem prazos menores.

Segundo dados do Banco Central, a inadimplência das empresas tem se mantido em patamares elevados, especialmente entre micro, pequenas e médias empresas. Não é por acaso. É o reflexo de uma economia que combina juros altos, crescimento baixo e crédito caro.

O que fazer quando o crédito local não resolve

Diante desse cenário, o empresário precisa ser criativo. As opções tradicionais – empréstimos bancários, antecipação de recebíveis, capital de giro – ficam mais caras e difíceis de acessar. Os bancos exigem garantias reais, histórico de faturamento impecável e, ainda assim, cobram taxas que corroem a margem.

Não à toa, muitas empresas têm buscado alternativas. Uma delas é o mercado de capitais, com emissão de debêntures ou notas comerciais. Mas isso ainda é restrito a empresas de grande porte, com rating elevado.

Outra saída, ainda pouco explorada pela maioria, é o capital internacional. Fundos e bancos estrangeiros enxergam o Brasil de forma diferente: para eles, uma empresa sólida, com bons fundamentos e potencial de crescimento, pode ser um investimento interessante, mesmo em cenário de volatilidade. É claro que há riscos cambiais e exigências de governança, mas as condições podem ser muito mais favoráveis do que as do mercado local.

O que os fundos internacionais buscam

Não pense que qualquer empresa consegue acesso a esse capital. Os fundos internacionais são criteriosos. Eles analisam:

  • Consistência de receita: histórico de faturamento e margens.
  • Governança: transparência, auditoria, boas práticas.
  • Setor: preferência por áreas com demanda resiliente, como agronegócio, energia, saúde, tecnologia e infraestrutura.
  • Escalabilidade: potencial de crescimento e expansão.

Se sua empresa se encaixa nesse perfil, o capital internacional pode ser uma fonte de recursos de longo prazo, com custos competitivos e prazos mais adequados ao seu ciclo de investimento.

O papel da política fiscal na atração de capital estrangeiro

A política fiscal também influencia a percepção de risco do país. Quando o governo sinaliza responsabilidade fiscal, a confiança dos investidores aumenta, o risco-país cai e o custo do capital externo diminui. Por outro lado, a falta de clareza ou o descontrole fiscal afasta investimentos e encarece o financiamento.

Nos últimos anos, o Brasil tem oscilado entre momentos de maior e menor credibilidade fiscal. Isso se reflete diretamente na disposição dos fundos internacionais em alocar recursos aqui. Portanto, acompanhar a política fiscal não é apenas curiosidade: é estratégia de negócio.

“O empresário que entende o cenário macroeconômico sai na frente. Não se trata de adivinhar o futuro, mas de se preparar para ele.”

Como se preparar para acessar capital internacional

Se você quer explorar essa alternativa, o primeiro passo é organizar a casa. Isso significa:

  • Contabilidade impecável: demonstrações financeiras auditadas e em padrão internacional (IFRS).
  • Plano de negócios sólido: mostre onde o capital será investido e qual o retorno esperado.
  • Governança corporativa: conselho de administração ativo, políticas de compliance, transparência.
  • Assessoria especializada: contar com uma empresa que conhece os fundos e bancos internacionais é fundamental para não perder tempo nem dinheiro.

Na Fortis Business Capital, ajudamos empresas brasileiras a estruturar operações de US$ 3 milhões a US$ 300 milhões com fundos e bancos nos EUA, Emirados Árabes e União Europeia. Já estruturamos mais de US$ 900 milhões em operações e sabemos que o caminho não é simples, mas é possível.

O que esperar do futuro próximo

Enquanto a política fiscal não encontrar um equilíbrio sustentável, é provável que os juros permaneçam em patamares elevados e a inadimplência continue pressionando. Para o empresário, isso significa que depender exclusivamente do crédito local é um risco cada vez maior.

Diversificar as fontes de financiamento, incluindo o capital internacional, não é mais um diferencial: é uma necessidade estratégica. Empresas que se anteciparem terão vantagem competitiva significativa.

Não espere o cenário melhorar para agir. Comece agora a preparar sua empresa para acessar o capital que ela merece. O horizonte é mais amplo do que parece.

Fortis Business Capital: seu parceiro na estruturação de capital internacional

Se você quer entender como sua empresa pode acessar recursos internacionais em condições mais favoráveis, fale conosco. Estamos na Av. Faria Lima, em São Paulo, prontos para ajudar você a dar o próximo passo.

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