Enquanto a Argentina mergulha em um experimento econômico radical sob o comando de Javier Milei, os números começar a desenhar um cenário preocupante: 31 mil empresas fecharam as portas e 245 mil empregos formais foram destruídos. O dado, divulgado pela Agência Brasil, não é apenas uma estatística distante. É um alerta direto para o empresário brasileiro que opera no middle market e depende de crédito para crescer.
A gestão Milei aposta em um ajuste fiscal ortodoxo, com corte de gastos, desregulamentação e abertura econômica. A teoria é que a economia se ajuste rapidamente e volte a crescer. A prática, porém, tem sido dolorosa: sem crédito acessível e com juros altíssimos, empresas quebraram e o desemprego subiu. É a velha história do choque sem rede de proteção.
“O ajuste argentino mostra que sem acesso a capital de longo prazo, mesmo empresas saudáveis sucumbem. O empresário brasileiro precisa entender que diversificar fontes de financiamento não é luxo, é sobrevivência.”
Para a Fortis Business Capital, que estrutura operações de capital internacional para empresas brasileiras, a lição é clara: depender exclusivamente do sistema financeiro local, com juros estratosféricos e prazos curtos, é um risco que nenhum negócio sólido deveria correr. A Argentina é um laboratório involuntário do que acontece quando o crédito seca.
O que aconteceu na Argentina?
Desde que assumiu, Milei implementou um pacote de medidas para zerar o déficit fiscal. Entre as principais estão a desvalorização do peso, o corte de subsídios e a redução drástica de ministérios. O objetivo é conter a inflação, que chegou a mais de 200% ao ano. Mas o remédio tem efeitos colaterais severos.
Sem subsídios, os custos das empresas dispararam. Com a desvalorização, o poder de compra dos salários derreteu. E com a taxa de juros real ainda elevada, o crédito ficou praticamente inacessível para pequenas e médias empresas. O resultado: 31 mil negócios fecharam e quase 250 mil trabalhadores perderam o emprego formal.
O governo argentino argumenta que essa é a transição necessária para uma economia mais saudável. Pode até ser. Mas para quem está no meio do fogo cruzado, a transição é fatal.
O que isso significa para o empresário brasileiro?
O Brasil não é a Argentina. Temos um sistema financeiro mais robusto, reservas internacionais confortáveis e um mercado de capitais em desenvolvimento. Mas seria ingênuo achar que estamos imunes. A verdade é que o empresário brasileiro do middle market enfrenta desafios semelhantes: crédito caro, burocracia e incerteza.
A diferença é que, enquanto a Argentina fechou as portas para o capital externo, o Brasil ainda tem acesso a fundos e bancos internacionais. E é aí que está a oportunidade.
1. Crédito local é caro e escasso
No Brasil, as taxas de juros para pequenas e médias empresas frequentemente ultrapassam 20% ao ano. Os prazos são curtos e as exigências de garantias, sufocantes. Para quem precisa investir em expansão, máquinas ou capital de giro, o custo do dinheiro inviabiliza o projeto.
Na Argentina, com juros reais ainda mais altos, o crédito simplesmente desapareceu. Empresas que dependiam de financiamento para operar quebraram. É um cenário que o empresário brasileiro precisa evitar a todo custo.
2. Diversificação é proteção
Quem tem acesso a capital internacional — seja de fundos americanos, bancos europeus ou investidores do Oriente Médio — não fica refém do humor do mercado local. Pode negociar prazos mais longos, taxas menores e condições mais flexíveis.
A Fortis Business Capital, por exemplo, já estruturou mais de US$ 900 milhões em operações para empresas brasileiras. São recursos que vêm de fora e que permitem que negócios sólidos cresçam mesmo em cenários adversos.
3. O risco político não pode ser ignorado
A Argentina vive uma guinada política radical. O Brasil pode seguir caminhos semelhantes? Não sabemos. Mas o empresário precavido não aposta todas as fichas em um único cenário. Ter acesso a capital externo é uma forma de hedge contra incertezas políticas e econômicas.
O que o Brasil pode aprender com a Argentina?
A primeira lição é que ajuste fiscal sem crédito mata empresas. O governo argentino cortou gastos, mas não criou mecanismos para que o setor produtivo se adaptasse. O resultado foi uma onda de falências que pode levar anos para ser revertida.
A segunda lição é que o empresário precisa ser protagonista da sua própria estratégia de financiamento. Não basta esperar que o BNDES ou os bancos privados resolvam. É preciso buscar alternativas, inclusive fora do país.
A terceira lição é que a economia global está interconectada. Enquanto a Argentina fecha empresas, os fundos internacionais estão em busca de oportunidades em mercados emergentes. O Brasil, com sua economia diversificada e localização estratégica, é um destino natural para esse capital. Mas é preciso saber acessá-lo.
Como acessar capital internacional?
Muitos empresários brasileiros ainda acreditam que captar recursos no exterior é um processo burocrático e inacessível. Isso é um mito. Com a estrutura certa, é possível levantar desde US$ 3 milhões até US$ 300 milhões.
O primeiro passo é ter um plano de negócios sólido e números auditados. Fundos e bancos internacionais exigem transparência e governança. Não é para qualquer um, mas para quem está preparado, as portas se abrem.
O segundo passo é escolher o parceiro certo. Uma empresa especializada em estruturação de capital conhece os requisitos de cada fundo, os prazos e as melhores condições. A Fortis Business Capital, por exemplo, conecta empresas brasileiras a fundos nos EUA, Emirados Árabes e União Europeia.
O terceiro passo é entender que capital internacional não é só dinheiro. É também acesso a mercados, tecnologia e networking. Muitas vezes, o investidor estrangeiro traz consigo oportunidades de expansão que vão além do cheque.
Um alerta e uma oportunidade
O fechamento de 31 mil empresas na Argentina não é apenas uma notícia triste. É um lembrete de que a estabilidade é frágil e que o acesso a capital é um diferencial competitivo. Enquanto alguns enxergam crise, outros enxergam oportunidade.
O empresário brasileiro que quer crescer não pode se limitar ao crédito local. Precisa olhar para o mundo. A Fortis Business Capital existe para fazer essa ponte. Já são mais de US$ 900 milhões estruturados e uma rede de parceiros globais pronta para investir em bons negócios.
A Argentina quebrou. O Brasil pode não quebrar, mas quem não se preparar pode ficar pelo caminho. A escolha é sua.
