O g1 ouviu mais de 20 economistas para identificar qual será o maior desafio da economia brasileira para o próximo governo. As respostas variam entre ajuste fiscal, controle da inflação, retomada do crescimento e reformas estruturais. Mas o que isso significa para o empresário que precisa de capital para expandir o negócio? Muito mais do que parece.
O diagnóstico dos economistas
Entre os principais desafios apontados estão a necessidade de equilíbrio das contas públicas, a redução da carga tributária, a melhoria do ambiente de negócios e a atração de investimentos. Cada um desses pontos afeta diretamente o custo e a disponibilidade de crédito no Brasil.
Quando o governo gasta mais do que arrecada, a pressão sobre os juros aumenta. Juros altos encarecem o crédito bancário tradicional e reduzem o apetite por risco. Para empresas que dependem de financiamento para crescer, o cenário fica mais desafiador.
“O maior desafio é reconciliar a necessidade de ajuste fiscal com a retomada do crescimento. Sem isso, o investimento privado não deslancha.” – economista ouvido pelo g1
Essa visão é compartilhada por boa parte dos especialistas. O impasse fiscal não é apenas um problema contábil: ele contamina toda a economia, do câmbio ao crédito.
O que isso significa para quem busca capital
Se o cenário doméstico é incerto, o empresário precisa olhar para fora. O mercado internacional de capitais oferece alternativas que não dependem exclusivamente do humor de Brasília. Fundos e bancos estrangeiros avaliam o risco Brasil, mas também analisam o potencial de cada empresa individualmente.
Em momentos de volatilidade, operações estruturadas com garantias reais e fluxo de caixa comprovado ganham destaque. Não se trata de buscar dinheiro fácil, mas de montar uma engenharia financeira que proteja a empresa das oscilações locais.
Dólar, juros e inflação: o tripé que afeta sua captação
A taxa Selic elevada encarece o crédito interno. O dólar volátil afeta importações e exportações. A inflação corrói margens. Juntos, esses fatores criam um ambiente onde o financiamento tradicional se torna menos atraente.
Por outro lado, empresas com receita em dólar ou com operações exportadoras encontram no mercado internacional uma vantagem competitiva. Elas podem captar a custos menores e com prazos mais longos, desde que apresentem um plano de negócios sólido.
Reformas estruturais: a ponte para o crescimento
Os economistas ouvidos pelo g1 citam a necessidade de reformas que melhorem o ambiente de negócios. Reforma tributária, administrativa e previdenciária são algumas delas. Sem essas mudanças, o país continua patinando e o investimento estrangeiro fica reticente.
Mas enquanto as reformas não avançam, o empresário não pode esperar. A Fortis Business Capital, por exemplo, tem estruturado operações que conectam empresas brasileiras a fundos nos EUA, Emirados Árabes e União Europeia. São mais de US$ 900 milhões já estruturados, mesmo em cenários adversos.
Isso mostra que, independentemente do governo, há capital disponível para quem sabe onde buscar e como se apresentar.
O papel do middle market
Empresas de médio porte são particularmente sensíveis ao cenário econômico. Elas não têm o acesso fácil ao mercado de capitais das grandes, nem a agilidade dos pequenos negócios. Precisam de soluções sob medida.
Operações de US$ 3 milhões a US$ 300 milhões exigem estruturação cuidadosa, garantias adequadas e um relacionamento de confiança com os financiadores. É aí que entra a experiência de quem já navegou por diferentes ciclos econômicos.
Estratégias para blindar sua empresa
Diante de um cenário incerto, algumas estratégias se destacam:
- Diversificação de fontes de capital: não depender apenas do BNDES ou de bancos públicos.
- Internacionalização: buscar parceiros estrangeiros que enxerguem valor no seu negócio.
- Governança robusta: demonstrar transparência e controle para atrair investidores.
- Hedge cambial: proteger-se das oscilações do dólar.
Essas medidas não eliminam o risco, mas reduzem a exposição a fatores que fogem do seu controle.
O que esperar do próximo governo
Não importa quem seja o próximo presidente: o desafio será o mesmo. Equilibrar as contas públicas sem sufocar o setor produtivo. A diferença estará na velocidade e na qualidade das decisões.
Para o empresário, o recado é claro: não espere por condições perfeitas. O capital existe, mas está mais seletivo. Quem se preparar agora sai na frente.
“O Brasil precisa de um choque de produtividade. Sem isso, qualquer crescimento será efêmero.” – outro economista consultado
Essa produtividade vem de investimento em tecnologia, infraestrutura e capital humano. E tudo isso requer dinheiro. Dinheiro que pode vir de fontes internacionais, desde que a empresa esteja pronta para recebê-lo.
Conclusão
O maior desafio da economia para o próximo governo, segundo os economistas, é conciliar ajuste fiscal e crescimento. Para o empresário, o desafio é não ficar refém desse impasse. Estruturar capital internacional é uma alternativa concreta e já testada por centenas de empresas brasileiras.
Na Fortis Business Capital, acreditamos que o cenário desafiador é também uma oportunidade para quem enxerga além do óbvio. Conectamos empresas do middle market a fundos e bancos globais, oferecendo soluções sob medida para cada necessidade.
Se o próximo governo terá desafios, sua empresa pode ter soluções. O primeiro passo é buscar informação qualificada e parceiros experientes.
