Constitui, em regra, a estrutura inicial de internacionalização financeira. Trata-se de operação de crédito lastreada predominantemente em ativos reais, como imóveis comerciais, industriais ou outros bens tangíveis de elevada relevância econômica.
O racional da operação fundamenta-se na solidez do colateral apresentado, reduzindo a dependência exclusiva da performance operacional da empresa. A modelagem envolve avaliação técnica do ativo, estrutura jurídica de garantia, definição de prazo, condições financeiras e mecanismos de mitigação de risco.
Essa modalidade é amplamente adotada no middle market internacional por oferecer previsibilidade contratual, clareza na execução de garantias e alinhamento objetivo entre risco e retorno. É indicada para empresas que detêm patrimônio imobiliário relevante e buscam liquidez estruturada para expansão, reorganização societária ou fortalecimento de capital.
Estrutura utilizada para viabilizar aquisições por meio de alavancagem financeira internacional. Parte relevante do capital empregado na aquisição é financiada por meio de dívida estruturada, sustentada pelo fluxo de caixa ou ativos da empresa adquirida.
A modelagem envolve análise técnica da geração de caixa projetada, nível de endividamento consolidado e sustentabilidade financeira da operação no médio e longo prazo.
Envolve a utilização de ativos líquidos ou instrumentos financeiros como garantia para obtenção ou ampliação de crédito internacional. O objetivo é reduzir o risco percebido pelo financiador e, consequentemente, otimizar condições financeiras e limites de alavancagem.
A operação requer comprovação documental da titularidade e liquidez do ativo, bem como estrutura jurídica adequada para vinculação da garantia. É indicada para empresas que já dispõem de ativos financeiros estruturados e buscam expansão de crédito com maior eficiência de custo.
Estrutura baseada em ativos mobiliários ou participações societárias. Exige organização societária formalizada, governança compatível com padrões internacionais e transparência contábil adequada para due diligence.
É aplicável a holdings estruturadas ou grupos empresariais com patrimônio mobiliário consolidado.
Estruturação de dívida internacional por meio de instrumentos financeiros organizados conforme práticas globais. Aplicável a empresas com maturidade financeira, demonstrações auditáveis e capacidade comprovada de geração de caixa.
A modelagem considera horizonte de médio ou longo prazo, disciplina contratual e aderência regulatória internacional.
Estruturas lastreadas em ativos tangíveis de relevância econômica, incluindo infraestrutura, ativos industriais, propriedades estratégicas e outros bens com valor patrimonial consistente.
A análise técnica contempla liquidez, estabilidade jurídica e preservação de valor ao longo do prazo contratual.
Modalidade estruturada com base no fluxo de caixa projetado de um empreendimento específico. O financiamento é sustentado prioritariamente pela viabilidade econômica do projeto, com adequada segregação jurídica de riscos.
É aplicável a setores como infraestrutura, energia, desenvolvimento imobiliário e agronegócio estruturado.
A porta de entrada para a internacionalização ocorre por meio de operações de crédito contra imóveis, utilizando a modalidade:
Após a internacionalização inicial, a Fortis passa a estruturar operações mais sofisticadas, incluindo: